terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Adriano Colangelo
Artísta plástico, ensaísta, músico, pesquisador e conferencista, Adriano Colangelo nasceu em Taranto, Puglia, mas vive no Brasil.
Veio pela primeira vez para cá porque gostava de viajar pelo mundo e não perdeu a oportunidade de vir ao país onde encontrava-se seu avô, Antonio Colangelo, que já vivia aqui e era amigo de Mattarazzo. Teve dois choques ao chegar lá pelos anos de 1955 : estar diante da exuberância da natureza brasileira e constatar a ausência de galerias de arte.
Começou a desenhar ainda criança nos abrigos anti-aéreos durante a segunda guerra mundial.
Lembra da Puglia com sensibilidade poética:
“..............A Puglia é mística e mítica.
É misteriosa, envolvente, seja através da comida, seja através das suas “perigosíssimas” mulheres que andavam quase como bailarinas carregando uma ânfora na cabeça.
Eu olhava tudo aquilo, me dava vertigem.
Eu via desenho saído dos vasos.
Imagine, como artista nascente, eu me encantava.
E às vezes elas cantavam, e andavam cantando.
Eu me lembro: eles pegavam um pano enrolado branco, enrolavam, faziam como uma coroa e colocavam este vaso na cabeça.
Andavam e cantavam.
Pense como como o meu coração se abria, se emocionava, como a minha mente tornou-se atenta por ver tudo isso.......”
Os pássaros da Praça da República, o por do sol no viaduto Doutor Arnaldo, as bancas de flores, foram detalhes que o seu olhar sensível imprimiu em sua memória da São Paulo que encontrou ao chegar.
É um incansável pesquisador. Este artista já mostrou sua obra em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Nápoles, Roma, Toronto, Pinamar na Argentina e coletivas em São Paulo, Rio de Janeiro, Embú das Artes, Verona e Hannover
Diz que a Itália é sua mãe e o Brasil a sua esposa.
Escolheu o Brasil para fixar-se desde 1955 e desde então agrega à nossa cultura sua valiosa contribuição.
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SE ELE FÔR O ARTISTA COLANGELO, MARIDO DA MYRTA, EU O CONHECI NOS ANOS 70, NUMA VISITA À SUA CASA, NO BEXIGA, ACOMPANHANDO MINHA PRIMA CLEONICE NAGIB. ADMIRÁVEL SENSIBILIDADE ARTÍSTICA A DO COLANGELO QUE CONHECI!!!
ResponderExcluirAdriano, quanto tempo, meu deus, quanto tempo. Um grande abraço pra voce. Aposto que nem lembra mais de mim. Lembro sempre com muito carinho e respeito de você. Quem sabe um dia possa ter o prazer e a satisfação de voltar a te encontrar. Mais uma vez, um grande abraço. Horácio (filho da Clélia).
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