Acima, a foto também reproduzida do guia, mostra, à beira mar, o primeiro “mago del gelo” Sr. Peppino Campanella vendendo sorvete em forma de “cono” , conhecido entre nós como corneto .
A produção artesanal do sorvete é mantida até hoje e o hábito italiano de consumí-lo ultrapassa a barreira do clima. Mesmo no inverno ele é saboreado prazeirosamente. Os sabores mais apreciados são de avelã, creme, pistacchi,............ enfim, todos.
“A história local do sorvete se confunde com a dos antigos cafés polignaneses habituados a fechar apenas por algumas horas durante o dia, em um “paese” notívago por excelência. O café com leite e biscoito champanhe abria o dia dos camponeses antes de enfrentar uma dura jornada de trabalho sobretudo no período da colheita de oliva, amêndoa ou pepino.
Os pescadores preferiam tomar um café correto com anizeto antes de ir para o alto mar.
O personagem mais ligado a essa tradição é Antonio Masi, proprietário do bar homônimo na via Sarnelli. O lugar era conhecido como “il caffè dei galantiuomini” pela postura elegante do seu proprietário, especialista no campo da pasticceria, do café e da sorveteria. De seus experimentos nasceu a “bomba dello spumone” e as forminhas de sorvete conservadas em estufas substituidas mais tarde pelo refrigerador ( o picolé ).
Peppino Campanella ( “Peppine u gelatire” ) nasceu na cidade vizinha de Conversano e mudous-e para Polignano a Mare em 1927 como trabalhador braçal e pequeno comerciante. Abriu um café no começo da Via Roma: a sua especialidade era o “spumone”, o sorvete feito com fruta fresca e o sorbet, além do café “veri-nais”. Uma força de vontade imensa e o apego ao seu trabalho lhe permitiram a formação de um verdadeiro império do sorvete. Quem o conheceu afirma que era comum ouvir a expressão latina sobre ele “ Quisque faber suae quacque fortunae” ( Cada um é artífice de sua própria sorte ). Ele foi o primeiro “mago del gelo”.
Deve-se recordar ainda Annamaria Comes, proprietária do bar na antiga Via Margherita ( hoje Piazza Moro ) que foi famosa pela preparação do spumone e do café com leite.
Para finalizar, na Via Roma, Peppino L’abbate ( “Peppine du’caffè” ) com sua sopa inglesa, a “granatina” , e a massa recheada com licor, herdou suas habilidades de Peppino Torres, que, por sua vez, se tornou famoso por haver criado o sorvete de batata que ficou conhecido como Oceano.
O verdadeiro segredo do sorvete de Polignano consiste na sua preparação que hoje, como antigamente, é feita através de uma técnica rigorosamente artesanal: gema de ovo, leite e açúcar são os ingredientes naturais que são reunidos à essência de sabores singulares, sempre os mais variados.”

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