terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O lugar onde a música fazia baraba, cabelo e bigode


Continuando a pesquisar aquele guia turístico de Polignano a Mare lançado em 1995 cujo editor foi Domenico Matarrese encontrei outra citação muito interessante. Desta vez sobre a formação as barbearias de Polignano a Mare.  Traduzi  o texto encontrado em uma versão livre que está logo abaixo.



“Os salões de barbear ocupam um lugar especial entre os lugares mais característicos da antiga vila polignanesa pois eram considerados a "sala de estar" da cidade. Posuiam paredes decoradas com grandes espelhos, duas ou mais poltronas e um cavalinho para as crianças. Todo o entorno da área de trabalho possuia poltronas cômodas onde sentavam os  "abitue" que distraiam-se na espera "chiaccherando" com os amigos os feitos e desfeitos do dia.
Novos  "figaro" , os barbeiros polignaneses tinham uma paixão inata pela música: assim, ao mesmo tempo em que se dedicavam ao clientes munidos de suas tesoura, navalhas de Toledo e e maquininhas especiais, faziam ouvir à partir de um canto da barbearia experts em música tocando "chitarra e mandolino" frequentemente aconpanhados por hábeis cantores. Exibiam-se as mais belas canções de amor dos anos 30 e 40.
Desde sempre feriado para a categoria, a segunda feira era dedicada às excursões aos arredores ( ao menos ao "villaggio di San Vito" ). No mês de março, asssim que chegava a primavera, as excursões começavam. A permanência fora de casa podia se extender até o fim da tarde, após um dia transcorrido em torno dos prazeres da mesa ( arroz, chicória, sardinha frita, acompanhados por vinho e pão caseiro ) e dos jogos, como a famosa "primiera"
O Natal era a ocasião propícia para homenagear os clientes: um pequeno calendário perfumado, na maioria das vezes pornográfico para os mais jovens, e agendas para os mais velhos. Assim enquanto o barbeiro "maestro" saudava sua clientela, os aprendizes tinham o enorme trabalho de "spazzolare" os seus paletós, corpetes e calças , para ganhar assim alguma gorjeta. No verão, no entanto, os aprendizes espantavam as moscas diante a cortina da porta de entrada girando uma cordinha de linho ou de palha,. Para melhor barbear colocavam uma nós com a casca dentro da boca dos velhos que tinham as bochechas murchas pela idade ou pela falta de dentadura.
As barbearias eram concentradas na "città vecchia", em seu centro histórico, A mais famosa localiza-vase debaixo do arco marchesal, o "mest Pite" que transferiu seu negócio para o "Peppine du Macille". Este último foi comediante e maquiador além de tocar "mandolino" . Era frequentemente solicitado a exibir-se em matrimônios por possuir uma ironia "pungente" e por exigir do guitarrista que o acompanhava acordes perfeitos assim que terminavam as canções.
Deve-se recordar ainda os irmãos Giuseppe e Pasquale coda que deram brilho a este ofício artesanal, decorando seus salões com espelhos modernos, poltronas revestidas de materiais ultramodernos, a ponto de contratar muitos ajudantes para atender tamanha clientela. Tiveram como alunos Domenico Marcotriggiani, Angelino Frugis, Toto " a cachete", Leonardo Di Bari, Giacomo "Nunzio Mest" ed "il capogiovine" Raffaele.
O primeiro "coiffeur" para mulheres sugiu na Via Roma, como iniciativa de "Momè" Giannocaro.”

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