terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Missa da alegria




“ No mundo de hoje não existem mais refúgios. Poucos sabem disso, mas um dos últimos paraísos perdidos fica em Polignano a Mare.

Quando se desce a Itália pela costa Adriática (em direção ao calcanhar da bota), vai-se desde Veneza até Bari. Cerca de vinte quilómetros mais ao sul, descobre-se Polignano. Estamos na região da Puglia, com seu litoral escarpado de rochas calcárias, cheio de grutas trabalhadas pelo mar. O planalto beira a praia, deixando apenas réstias de uma areia muito clara, que refletem a forte luminosidade dourada do sol. E tudo isso emoldurado pelo verde-esmeralda de um mar límpido e tranquilo. Só se escuta um suave marulho, escavando dentro das grutas e interligando umas às outras debaixo da cidade, até desenbocar nesta enorme Grotta Palazzese. A cidade aflora liricamente acima da Grotta, como se fosse uma coroa esbranquiçada feita de casinhas e ruelas construídas com a mesma pedra. Para quem vem do mar, Polignano parece estar sobre umiceberg, tamanho é o branco deste rochedo ! ”

Assim começa o conto “Missa da Alegria” escrito por Júlio Mester que está em seu livro homônimo. Toca tão sensivelmente cada canto da cidade de Polignano a Mare que torna impossível acreditar que passeou por ela apenas através das descrições de seu amigo Dr.Callea.
Pois acreditem, Dr. Mester nunca esteve lá pessoalmente !
Porém, a sua capacidade de exercício poético o levou a conhecer a alma desse lugar.
Vale a pena conferir com a leitura de seu livro.

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