“Eu costumo dizer que quem viaja, emigra, como eu, leva consigo o tempo... carrega dentro de si o tempo que não passa.”
Pasquale
Os avós paternos eram de Roma, mas os maternos, de Minervino Murge.
O avô materno, também chamado Pasquale, tinha um restaurante em Minervino, o “Minerva”, onde fazia vinho e sopressata, cultivava oliveira, castanha e uva para o próprio restaurante.
O avô paterno veio ao Brasil para ajudar a construir a ponte pênsil e alguns aquedutos. “Então nasceu meu pai, e assim que nasceu, terminadas as obras ele voltou pra Itália. Ele era engenheiro de construção civil na Itália, lá ele tinha uma empresa de construção civil, e eu acabei vindo pro Brasil. Cheguei aqui de navio em 14 de janeiro de 1951, e no dia 18 de janeiro completei 6 anos. Como era perto do Carnaval, cheguei com a banda do navio tocando marchinhas” conta Pasquale.
Chegou no Brasil por Santos e veio direto para São Paulo morar na rua Tucambira, em Pinheiros.
Chegou a morar no Guarujá, mas voltou porque gosta do agito de São Paulo.
Pasquale trabalhou na indústria de vinho do tio, onde começou a prestar atenção nos sabores.
O primeiro emprego foi aos onze anos, dando nó em barbantes em uma tecelagem. Trabalhou também como funileiro e em uma fábrica de botão. Começou a trabalhar com seguros. Cursou direito e economia e se tornou corretor oficial de seguros. Depois montou uma micro empresa que fazia antepastos, e, enfim, o restaurante “Pasquale”.
No meio tempo ajudou a fundar a Escola de Samba Pérola Negra. Hoje integra sua “velha guarda”.
O restaurante Pasquale tornou-se um dos restaurantes mais badalados da cidade onde pode-se provar a sopressata, apreciar a parreira repleta de uvas na sua entrada e saborear um lemoncello da casa, entre outras opções, todas muito saborosas. Tudo ao estilo do “velho nonno” Pasquale.


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