
Às vesperas da formação de nosso segundo grupo de viagem inicio a versão "blogger" de nosso blog oficial e assim sendo, para iniciá-lo, reproduzo partes do artigo escrito pelo embaixador Rubens Ricupero em outubro de 2004 que nos conduz às paisagens da Puglia com elegância e “precisão” poética.
“ A Apúlia é a essência da luz mediterrânea, que ilumina as águas de azul translúcido e, principalmente,
“ A Apúlia é a essência da luz mediterrânea, que ilumina as águas de azul translúcido e, principalmente,
desenha os contornos da pedra onipresente, com alvura que cega.
Branca é a cidade velha de Bari, casbá oriental de vielas, becos, casas que se superpõem como torrões de açúcar num enredado sem lógica aparente, cheio de caminhos sem saída.
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Mais deslumbrante é Polignano a Mare, origem de tantos imigrantes que se radicaram na zona cerealista
do Mercado Municipal, onde organizam a festa de São Vito; é a velha Neapolis grega, com suas altas casas tombando a pique sobre o mar de altura de 30 metros, confundindo-se com a cor das rochas calcárias, onde as ondas escavaram grutas de esmeralda.
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É esse brilho ofuscante que nos acompanha sempre, no sul barroco, grego e bizantino, onde os normandos e suábios transformaram o românico e o gótico, dando-lhes ares orientais.
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Inesquecível é a catedral de Trani, santuário-fortaleza de mármore puro que brota como espuma do anil do Mediterrâneo. Para o interior das terras, dominando bosques agrestes, ergue-se Castel del Monte, o
misterioso castelo de caça ao falcão do imperador Frederico II, octagonal, de oito torres também
octagonais, tudo se reportando ao 8, o "número perfeito", símbolo do infinito, a forma do Santo Graal. ”
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