quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

No país em que o ano começa depois do carnaval…..

…o Projeto Santu Paulu lança a "Expedição Puglia 2010" e apresenta sua nova colaboradora:  Carolina Borghi.
Encontrá-la foi um dos tantos prazeres que tive na coordenação do projeto.  
Acolhedora e muito competente, foi ela quem deu suporte para nosso grupo de viagem em setembro de 2009 ao desembaraçar e providenciar programações de viagens extra itinerário para Croácia  e outras regiões italianas.
Nossa satisfação já foi suficiente para designá-la como guia  em nossas expedições que ocorrerão 2010. Ela é nossa "agente especial" na Puglia.
Carolina se une à outra colaboradora do blog: Débora Donadel.
Débora colaborou desde as origens com o Projeto Santu Paulu em São Paulo  ouvindo, ajudando na formação do acervo audiovisual do projeto e dando suporte de divulgação de suas ações culturais. 
Tendo motivo suficiente para comemorar estaremos lançando brevemente a nova programação de viagem. Na ocasião eu e Débora brindaremos a nova fase do projeto presencialmente e Carolina através de video conferência. 
Conheça o roteiro de viagem para Puglia.
Bem vinda Carolina !!!


Conheça nossas colaboradoras











Carolina Borghi é bem italo e totalmente caipira e brasileira, bisneta di imigrantes italianos provenientes de Mantova, que vieram para o interior paulista no final do seculo XIX. 
Vive em Bari ha 4 anos e è casada com um pugliese. 
Em Puglia participa e desenvolve projetos ligados ao turismo e cultura sustentaveis. è Ambientalista por paixao, jornalista por hobbie e turismologa por profissao.
  

Débora Donadel é nascida no interior de São Paulo, moradora da capital há seis anos, ouvia muito "você só gosta de coisa velha" quando criança. Estudou jornalismo para contradizer e mostrar interesse também pelo contemporâneo.
Dos bisavós italianos, herdou o desejo de compreender o movimento das pessoas pelo mundo. Vive ouvindo as histórias de migrantes do passado e do presente, tentando entender as idas e vindas das pessoas que carregam pesadas bagagens de interesses e desejos.



Grande abraço a todos !
Angela Di Sessa             

Petiçao contra eco-monstros na Basilicata









Na Basilicata, próximo ao vilarejo de Aliano, em um território ainda incontaminado e com um panorama quase selvagem, alguns investidores querem abrir o maior incinerador a Biomassa da Europa, com 35 MGW de potencia, obra essa desnecessária em Aliano.
Apesar do termo biomassa, que sugere algo compatível ao ambiente, estas instalações estão longe de serem ecológicas, ao menos as de tais proporções. Para explicar o por que, reproduzirei abaixo o texto completo do folheto distribuído no evento que foi realizada ontem, na região, contra esse Eco-monstro.
"Este incinerador é uma grande instalação de combustão de biomassa com um forno que suporta mais de 45 toneladas de biomassa por hora, isto é, 400.000 toneladas de combustível em um ano durante todo o ano!!!.
Este combustível produz 160 TTM (mega watt térmicos) de potencia termica, quase que totalmente desperdiçada através da liberação de fumaça e da produção do ciclo termodinâmico; desta potencia apenas 35 MWT sao transformados em corrente eletrica.  Essa energia, no entanto, permite a GAVAZZI GREEN POWER SPA de obter financiamentos nacionais destinados à fontes energéticas tidas como alternativas.
Esta estrutura pode chegar a ter um rendimento de 20-24% apenas,  o resto é desperdiçado como calor não utilizado.  Isto demonstra (como de conhecimento de todos) de que a madeira não é o combustível adapto para se produzir electricidade, mas calor...!  Todo este material ou biomassa não são encontrados no nosso território, e, portanto, devem ser necessariamente importados  (no nosso caso do Gana e da Croácia) com mais desperdício de energia para o transporte e, como consequência mais poluição.  Por estas emissões e estes combustíveis quais garantias temos? quais os custos de tanto material importado? Ao invés disso teremos grandes quantidades de CDR (combustível derivado de resíduos) que serão imediatamente disponíveis para serem queimados nesta grande caldeira, emitindo no ar e depositando sobre o solo substancias toxicas: dioxinas, partículas finas e ultrafinas, capazes de acumular-se facilmente em  nossos pulmões e causar danos a nossa saúde.  Estas são as novas tecnologias? Mas de qual energia alternativa estamos falando: biomassa e fumaças capazes de poluir o ar, a água e acelerar a desertificação.  é este o futuro "verde" para a Basilicata decantado em  40 anos de planejamento do território?  é este o pressuposto para criar novos roteiros de turismo cultural e produção orgânica de qualidade? Por todas estas razões, nos teimosamente, com consciência e conhecimento queremos parar esse eco-monstro que nao produz desenvolvimento, mas injustificados e despropositados ganhos extraordinários somente em beneficio próprio. Não queremos, por esses inescrupuloso e economicos motivos, mais um exemplo de neo-colonialismo"
Todos podem assinar a petição contra o eco-monstro no site de Ulderico Pesce, o famoso ator lucano que esteve presente na manifestazione:
http://www.uldericopesce.it/index.php?option=com_petitions&view=petition&id=11

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Hortas sociais urbanas
















Bari. um sábado em uma tarde qualquer.
Um grupo de amigos entre botânicos, agrônomos, utópicos e ambientalistas se reúnem em volta de uma mesa (pra nao perder o costume) em uma cooperativa do bairro Japigia (o mais populoso de Bari). Um unico ideal os aproxima: o de transformar espaços urbanos degradados e abandonados em verdadeiras hortas, "povoando-os" de hortaliças e frutas. Nasce a primeira experiencia de uma horta social urbana na cidade de Bari: oRtOcIrCuItO, a primeira experiência de uma horta social urbana na cidade de Bari.
As hortas sociais urbanas sao realidades bem difundidas na Europa e em muitos "comunes" conscientes italianos. Terrenos públicos degradados e abandonados a si mesmos, em meio a realidade urbana, são completamente transformados finalizados a produção de hortaliças. Em particular, se valoriza o uso de métodos de cultivo que respeitam a natureza e seus ciclos, como a agricultura orgânica.
è uma alternativa em pequena escala à agricultura intensiva e um breque ao desenvolvimento imobiliário abusivo. As hortas sociais urbanas existem também como solução sustentável para melhorar paisagens urbanas descuidadas criando espaços urbanos "verdes" e de qualidade.
Pela sua característica social, é principalmente um lugar comum de agregação étnica e multi cultural, ponto de encontro para a comunidade e reunião de gerações de anciãos e jovens, dando a possibilidade às pessoas de estarem em contato com a natureza em meio à realidade urbana, educando à praticas sustentáveis e a um estilo de vida mais saudável. Diminuindo o ritmo frenético imposto pela vida moderna, acaba por substituir as relações mecânicas às relações mais sinceras e duradouras. Além do mais, da a possibilidade às categorias marginalizadas da sociedade de desenvolver uma atividade produtiva.
O projecto oRtOcIrCuItO nasce com o objectivo de criar uma rede de hortas sociais urbanas na cidade de Bari. O nome cIrCuItO ao projeto da perfeitamente a ideia de uma rede de hortas sociais que se encontram em um único ponto fixo: um estilo de vida urbano sustentável.
O primeiro passo já foi dado: no bairro Japigia, Dom Biagio, padre responsável pela paroquia de San Marco, concedeu o terreno adjacente à Igreja para a realização da primeira horta.
Hortas sociais urbana: la città che diventa campagna o la campagna che invade la città?
blog da horta: www.ortocircuito.blogspot.it
Un caro saluto,
Carolina Borghi