Suas origens históricas levam a crer que foi uma antiga cidadezinha grega que mais trade se transformou em acampamento romano conhecido como "Turris Cesaris" dada a sua localização privilegiada para observação da costa. Por isso, mesmo tornou-se mais tarde um bem sucedido centro comercial uma vez que possuia um porto com fácil acesso terrestre.
Segundo uma lenda, por volta de 801d.C, enquanto navegava nas águas do rio Sele, a princesa de Salerno Fiorenza foi salva graças a intervenção de São Vito que pediu então a ela que transferisse seu corpo e os de seus tutores Modesto e Crescenza e os enterrasse em um local chamado "locus marianus".
Ignorando onde pudesse ser o "locus marianus" a princesa simplesmente ergueu na localidade onde os santos já estavam sepultados uma igreja com três altares.
Durante um peregrinação `a Terra Santa seu irmão Berardo adoeceu. São Vito apareceu a ele sob a aparência de um jovem médico e depois de o haver curado pediu novamente para a jovem princesa que desejava uma sepultura digna no "locus marianus" deixando mais claro agora que era na Puglia e se tratava da "castrum polymnianense". Assim foi feito.
Muito provavelmente na origem o monastério - que existe até hoje - foi um lugar de culto de monges basilianos que se escoderam ali fugidos das lutas entre as igrejas de Roma e a de Constantinopla.
Mais tarde se transformou em uma comunidade masculina de monges beneditinos que possuiu autonomia até que fosse incorporada à administração papal que ficava sob a tutela da abadia de Conversano.
Tal tutela perdeu-se no século XIV e foi reconquistada no século XVI.
Durante o pontificado do papa Sisto V ( 1585-1590) frades fransciscanos se estabeleceram no monastério que foi transformado em hospital. Acrescentaram-se ao seu uso uma plantação de oliveiras e vinhas.
Por ter se tornado um lugar de peregrinação ao redor dos muros de defesa da Abadia começavam a surgir casas de pescadores e de peregrinos que possuiam uma arquitetura espontânea.
No século XVII a abadia foi considerada um patrimônio público e teve presença religiosa até 1866 aproximadamente.
O antigo monastério foi incorporado mais tarde ao Palácio Marquesal dos Tavassi-La Greca .
Pertence hoje ao patrimônio do governo mas está sob a tutela da paróquia de Santa Maria Assunta.
As caracterísicas do "Villaggio di San Vito" não se resumem a sua abadia. No entorno dessa encontram-se vários traços de vida pré-histórica.
As torres que circundam essas salinas deixam claro que havia um sistema bem organizado de defesa contra invasores e piratas.
Cada ânglo dessa localidade tem algum signo eloquente da presença atenta do trabalho humano e da sua capacidade de sobrevivência local.
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