Pesquisando em um guia turístico de Polignano a Mare lançado em 1995 cujo editor foi Domenico Matarrese encontrei outra citação muito interessante. Desta vez sobre a formação da Banda de Polignano a Mare. Traduzi o texto encontrado em uma versão livre que está logo abaixo.
Ao lado, a foto também reproduzida do guia, mostra o primeiro “capo banda” chamado Ignazio Guglielmi.
A formação da banda nos remete aos últimos anos do século XIX.
“A banda em Polignano a Mare nasceu a partir da criação da modalidade conhecida como “concertos bandísticos” que ultrapassou os cem anos de tradição.
Os concertos foram introduzidos pelo marquês Federico La Greca e eram privados. Três anos mais tarde ganharam reconhecimento e elevaram-se à categoria de fanfarra que passou a ser administrada por uma comissão e instituiu um estatuto próprio, deliberado pelo conselho da Comune da qual recebeu uma verba de mil liras ao ano.
Essa comissão se demite no início de 1880 uma vez seus componentes não tinham condições de assumir as despesas e sacrifícios pessoais impostos pelas condições de trabalho vigentes. Diante disso, houve um aumento de subsídos do Comune para 1300liras entre os anos de 1880 e 1884. Nesse último ano, 147 cidadãos pediram que a fanfarra fosse reorganizada, tornando-se municipal. O conselheiro Pasquale Mallardi foi quem encaminhou a proposta que foi aprovada em assembléia. Assim sendo, os estatutos foram modificados e a sua composição foi fixada em 27 membros que passaram a ter obrigação de exibir-se nas festas nacionais e locais, civis, religiosas e acompanhar procissões solenes. Deviam ainda, se não estivessem ocupados em outros eventos, tocar por duas horas em todas as noites do verão.
Assim constituida, a fanfarra enfrentou mais tarde outros obstáculos.
Em 1889 sob a direção de Pasquale Pedote que contava o grupo de musicistas de elevada capacidade artística a fanfarra dominava um vasto repertório de mais de 47 músicas e assim, ganha prestígio que ultrapassa os limites locais.
Em 1911, já com o novo diretor, Ignazio Guglielmi ("Fragazza") e o chefe de banda Domenico Pinto a qualidade de seus musicistas ganha nível ainda maior e a fanfarra transforma-se em banda musical.
Disperso, mas reconstituido em 1925-26 pelo maestro Alberto Cricelli di Lecce, os concertos bandísticos garantem sua continuidade graças a paixão de alguns musicistas locais: os maestros Angelo Callea, Gino Galuzzi e o novo chefe da banda Nicola Giuliani.
Formada por elementos de indubitável valor e em respeito à memória de Salvatore e Angelo Callea, o concerto bandístico se afirma. Dirigida pelo maestro Antonio Pascali "a banna noste" se exibe em Polignano e nas cidades vizinhas com sucesso e por vários anos consecutivos.”


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