segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Astor Piazzola




Seu pai, Vicente Piazzola nasceu em Trani, Puglia.

A história da vida de Astor Piazzolla é exemplar . 
Ele localiza a fonte de sua produção musical na raiz mediterrânica do tango.
Segundo o professor Dr. Antonio Rago Filho do Departamento de História e Programa de Estudos Pós-graduados em História da PUC-SP:      
“Os tempos difíceis de sua infância, a pobreza e a dor advinda do tratamento físico de seu pé direito, mais a coragem na luta pela sobrevivência de Vicente Piazzolla e Asunta Manetti, ambos filhos de imigrantes italianos, os Piazzolla de Trani, localidade de Puglia, do Mezzogiorno, e os Manetti de Lucca, região da Toscana. Os pais se aventuram de Mar del Plata, na Argentina, para o Lower East Side de Manhattan, correndo os riscos do começo de uma vida sem suportes, sem propriedades a não ser a força de trabalho e tendo de conviver num bairro violento dominado por máfias e habitado por uma população de imigrantes que congregava, em sua maioria, italianos, irlandeses e judeus. O pai sempre sonhou que o menino fosse músico de tango e solista de bandônion.
“Yo crecí en esse clima de violência. Por eso me hice peleador. Y acaso haya marcado também mi música. Todo se va metiendo pela piel. Mis acentuaciones rítmicas, tres más, tres más dos, son similares a las de la musica popular judía que yo escuchaba en los casamientos”
Astor buscava com suas criações configurar a identidade nacional.Todavia, a sua revolução musical não foi aceita pelos “tangueros”. Para alguns, o autor de “Adiós Nonino” promoveu o jazz, portanto, era “estrangeiro” em seu próprio país. Certa feita, Astor comparou sua música com as transformações cotidianas que fazem a vida das cidades. No entanto, a sua aceitação mundial o colocou numa
situação estranha: o reconhecimento do estatuto de músico cosmopolita. ....... o itinerário desse músico “exilado”, mas que se torna o tradutor musical da “alma portenha”, o “pibe” do bandônion que muda com seus pais para Nova York, onde acompanha Carlos Gardel, tem como primeiro professor Alberto Ginastera, reside e estuda em Paris com Nadia Boulanger, aprende de modo intensivo a arte da fuga e do contraponto de Bach, a arte da composição   orquestração contemporânea e, produz numa síntese comovedora sob a inspiração de Bach, Ravel, Stravinsky, Bartók, Alban Berg, Alberto Ginastera, Paul Hindemith, o “novo tango”. A música de Piazzolla exprime a alma de Buenos Aires, ao mesmo tempo, em que sua música faz parte do grande patrimônio musical da humanidade.

Um comentário:

  1. É invegável o contributo de Astor Piazzolla para a evolução e popularização do tango na segunda metade do século 20. Consta que, quando começou a inovar ao nível do ritmo e da harmonia, Piazzolla recebeu duras críticas dos veteranos executantes de tango. Acontece que ele tinha um estilo aglutinador de linguagens, tendo incorporado fortemente o jazz, depois de sua passagem por Nova Iorque. O tango assenta que nem uma luva em um cenário tristonha mas há também um lado festivo que importa lembrar... Um dos locais que eu mais aprecio para ouvir tango é o meu quarto. Só é preciso uma ligação à Internet e um browser apontado para este endereço
    http://cotonete.clix.pt/

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